Wemerson Santos

Without this being cool!

Felicidade vulgar

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*Wemerson Santos

Estou ensaiando o entendimento do real significado da palavra felicidade há tempos, mas em meus esboços reacionários uma voz inquisitorialmente calma e sedutora, bem longe e ao mesmo tempo bem perto, questiona em um tom exclamativo de modo a inibir qualquer reação minha. – O mundo nos cobra, suas escolhas refletem ferozmente sobre seus critérios mais intrínsecos de moral – não adianta relutar contra seus critérios –, esse embate entre moral intrínseca e ser um cara bacaninha, trará somente sua infelicidade! Ante a essa voz tão filosoficamente eivada de significações que satisfazem qualquer questionamento meu. Não posso fazer grande coisa.

No mundo, existe hoje uma moral de felicidade obviamente vulgarizada e hipócrita, ambas caminhando lado a lado proseando sobre como os ditos “felizes” acreditam nas mais sórdidas maneiras de ser feliz, feliz, como as garotas dos comerciais de pasta de dente. – Acredite felicidade, existem pessoas que são inteligentes por serem infelizes; diz a hipocrisia com uma risadinha anasalada. Aé?! Pois acredite, hipocrisia, existem pessoas felizes por simplesmente seguirem dogmas transcendentais desconhecidos a elas, se explodindo em nome desses dogmas, diz  a felicidade com cara de nojo pela hipocrisia como se soltasse fogos de artifícios por dentro. A conversa entre as duas é pedante, sempre falam das mesmas coisas, às vezes variam com uma ou outra objeção sobre a infelicidade e suas causas, mas só por dois segundos.

***

Penso a felicidade como um mero fato que deve ser minimamente revistada antes de ser aceita, logo, num tom polianico algum leitor arqueia a sobrancelha direita aponta o dedo sujo de iogurte e diz: – se pensarmos na crítica da felicidade, nunca seremos felizes de fato. Bom, feliz de fato é um vocalista da bandinha de pagode da favela. Como me doeu escrever isso ai. A felicidade enquanto prazer foge da taxação de padrões para ser alcançada.

Por estalos de idéias, pensei habitar outro mundo: um mundo onde seria possível partir para ideais mais substanciais, onde o prazer seria a consequência, deliciosa, de uma atividade boa. Não mais do desconhecimento. Onde as pessoas fossem realmente interessantes, onde valorizassem também os detalhes. Algo com uma nova amiga afirmou, num tom apaixonante e sedutor: Ou acorda, a felicidade está em coisas simples, nas pequenas coisas, nada conta mais que as pequenas coisas – muitas vezes passa despercebida, como o cheiro do café recém feito, brisa gelada ou quem sabe ouvir piano de madrugada.

***

Ridicularmente me apedrejariam diante de uma frase singular como: Ah, a guerra é até legalzinha! Completando … As histórias das guerras narrada na visão de um escritor romântico pode ser legalzinha. Tudo é questão de assimilação da narração. Como minha felicidade cretina desviada de todas as jogadas ditas “sociais” para aceitação superficial do outro em quanto ser, desconsiderando que todo ser é diferente por natureza. O outro ponto de vista é que não é preciso basear a felicidade sobre coisas obscuras e superficiais vomitadas pelo coletivismo trivial, é melhor ser feliz apaixonadamente sobre seus critérios de moral, tendo desprezo pelos seres bacaninhas.

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Novembro 8, 2009 em 09:54

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Espetáculo pornô de patriotismo

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*Wemerson Santos

Às vezes tenho a impressão que cidadania e amor a pátria são palavras inventadas pela canalhada da esquerda em junção com empresas de filmes pornô e empresas privadas, para obterem trabalho de baixo custo.  Algo como: enquanto jovens dão depoimentos de brasileirismo inflamado pelo patriotismo tupiniquim, “I Love Brazil”, as empresas privadas lucram alto com a dispersão mental causada pelo amor histrônico à pátria, oferecendo trabalho com baixíssimas remunerações, com isso acreditem, incentivando que procriem e se multipliquem. Ponto para as empresas pornôs!

***

Por favor, não pensem que tenho como objetivo ofender o “orgulho” de ser ou não patriota; procuro apenas minar, na medida do possível, uma ou outra dessas ébrias visões de mundo que circulam por aí – leiam-se, faculdades. É bem verdade que alguém dotado de um mínimo se quer de critério, olhará para fatos estampados em sua frente e pensará, “por quê?” Uma pergunta grosseiramente comum pela essência de se praticar o ser humanismo. Agora me perguntem: vão, vão – O brasileiro em si, é um ser humano ou algo inerte movido a samba, caipirinha, futebol e preguicinha de pensar, que em breve se tornarão o povo mais sapiente de cultura funkeira do mundo?  … Ponto novamente para as empresas pornôs!

Se compararmos com a exclamação acima, definitivamente não. Ah, mas então são seres humanos graças à outra espécie de classificação, como ao sentimentalismo e o senso de humanidade, você dirá. Certo, então me convenceu classifique pelos seus genes alelos, recessivos, dominantes, RNAs, DNAs e por ai vai. Desculpem-me o chavão, mas, humanismo em terra de vera cruz, somente em abstrações intuitivas de político em época de eleição.  Tal como: soquinho triunfante de felicidade no ar em campanhas publicitárias, ser patriota, escutar empulhações de esquerdistas nonsenses. Tudo faz parte de um trechinho romanticamente pensando, para conquistar a ti com as rosas do atraso e trufas do continuísmo ideológico.

Pensem em o porquê o hedonismo tomou um rumo tão puramente brasileiro e tão pornograficamente fora de seu eixo original. Posso até estar entrando em contradições sem fim – mas, observem que, a grosso modo o hedonismo pós socrático, sustenta a maximização do prazer e a minimização do sofrimento como parte da defesa moral e da existência humana, lógico que sem explicar como. Oh, my patience!

Logo toda a demonstração de brasileirismo pode ser sustentada nessa máxima, que a meu ver – não é grande coisa. Mas explica: que ser brasileiro é “cool”, e isso é válido mesmo que a busca pela maximização do prazer seja vil e anti a lei. Ah os gregos!

As I stated in a previous post to this, long live the British.

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Novembro 7, 2009 em 19:59

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Contradições necessárias

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*Wemerson Santos

Neste exato momento escuto minha empregada cantar em voz altíssima, acreditem (Raul Seixas) enquanto varre a casa, com seu velho lenço vermelho na cabeça e seu beiçinho levemente rosado – nenhuma semelhança com Romola Garai, uma pena. O que me causa uma pavorosa vontade de acertá-la com uma enorme pedra na cabeça, a pancada lhe tiraria dois pontos de seu QI – ah, mas lhes sobrariam três. Acredito que ela não saiba que para a boa leitura de Chesterton, necessita-se de um pouco de silêncio, a não ser que soubesse cantarolar Bach ou Mogwai, qualquer coisa que fuja disso é maligna e não merece ser cantado nem sussurrado enquanto se varre.

Ao escutá-la surgiu um pensamento indigno, mas vale a pena compartilhá-lo com você ai do outro lado. Penso que nenhuma coisa certa que fiz na vida, como: não arremessar uma pedra na cabeça de minha empregada neste momento, veio acompanhado da sensação de triunfo – de tambores tocando ao fundo, aplausos estridentes, esse tipo de coisa. Muito pelo contrário a isso tudo, surge um silêncio insuportável acompanhado de questionamentos. Fiz certinho? Mas, na verdade, o que é o certo? Sei muito bem que isso foi respondido por alguns gregos há muito tempo atrás. Juro, comecei a lê-los, mas, dormi antes do final, o que não foi grande coisa mesmo, iria desconfiar de qualquer forma do que eles afirmariam, então acho melhor tentar descobrir sozinho. Isso, boa idéia, qualquer questionamento de moral e ética que venha a ter sobre minhas conquistas e méritos as tratarei sozinho.

A minha explanação acima foi mais uma daquelas lições de moral enfadonhas. Sei que são muito pedantes, mas repare: ocorre que não sabemos de boa parte com o que lhe damos, e que agimos no campo da moral e da ética como alguém que não soubesse teoria dos catetos adjacentes, mas que de qualquer forma tentasse responder e acertar na base do chute, essa canhestra pessoa poderia até mesmo abrir um livro de matemática e aprender, mas esbarrará em sua prepotência pseudointelectual; eu até poderia abrir um livro desses falantes intelectuais e ler seus pensamentos sobre a moral e a ética, mas sei que não iria confiar de alguma forma em suas respostas. Prefiro minha resposta baseada na postura esnobe dos ingleses, eles teem mais classe do que gregos.

O que tudo tem haver com minha empregada roqueirona. Tudo. Perguntei a ela, por que não canta alguma coisa com mais classe, como um obra de Bach ou quem sabe canta ai alguma coisa de mogwai ou por mais remota que seja a possibilidade, arrisque trance, acreditem ela desenvolveu alguns grunhidos bizarros simulando uma obra de Bach. Dá próxima vez perguntarei se ela consegue simular a aparência  da Romola Garai, contarei aqui o resultado.

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Novembro 2, 2009 em 15:47

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With you the world is more difficult

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*Wemerson Santos

Decididamente o mundo é muito mal frequentado, esses habitantes que ai estão corromperam qualquer hipótese de um futuro baseado na “paz e amor”, nos carrões voadores, nos robôs serviçais e a turva cegueira cultural saltam aos olhos. O que ainda nos resta é remediar presente e passado, inaltecendo a sutileza da particularidade, para enfim visualizarmos um futuro sem Mahmoud Ahmadinejad, guerras teocráticas asiáticas, Barack Obama, em casos mais urgentes sem EUA, sem o PT e sem os imprevistos de um sistema capitalista paquiderme batendo à sua porta com a mensagem: “É um prazer, me chamo crise financeira mundial, sou causa de uma má gestão bancaria ianque, e vim para ficar, posso me deitar ali no sofá mesmo, minhas costas ultimamente aceitam qualquer lugarzinho para se aconchegarem, levanto somente depois das onze e meia tá, before that, no noise please”.

Você, com uma cara intumescida, meio desnorteada sem saber o que é crise financeira e sem saber o porquê de problemas de lá caírem cá, aceita seu mais novo hóspede de braços nem tão abertos assim, com uma risadinha anasalada e com um sorriso meio amarelo de lado. Num stalo de memória, você pensa: “vou albergar a crise, vai que precise dela futuramente”, pelo jeito o ano de 2020 será uma droga, assim como 2008 foi uma mala, a diferença notória será que sua empregada doméstica terá um i-phone ou um blackberry, na melhor das hipóteses. O que continua sendo uma droga de qualquer forma, e não é grande vantagem.  Mas a sua mente só consegue captar informações até esse nível de indagação, ou seja, (pense hoje, para ganhar amanhã) por mais que você não entenda nada do que está fazendo agirá guiado pelo senso comum. Ou em casos de extrema consciência, odiará o cara que passou a vida toda defendendo o liberalismo econômico, ou, comunismo político.

Não sei você, mas eu nasci para fazer a diferença, nasci para melhor frequentar o mundo, nem que para isso confabule enfadonhas histórias nesse blog, que em breve virará um site, por toda minha vida. Chamaram-me de vaidoso e esnobe, mas não defenderei aqui, posições tomistas de frente as idéias aristotélicas de magnanimidade e desprezo, tão pouco irei contra meus ideais anti o assistencialismo esquerdista e os jornalistas babões de terceira idade que se veem como a vanguarda do AVANÇO jornalístico, perdão pelo chavão – foi necessário –, se é que esses idiotas se observam nos papéis de ridículos que prestam.

O fato é que o mundo é um vampiro e ainda não consegui adequar-me aos padrões eticamente distorcidos e aos jeitinhos preguiçosos dos brasileiros. Ontem, conheci uma garota apaixonantemente inteligente (se é que essa palavra existe) – mas o que existe, e que conseguiu mudar meu paradigma de um mundo mal freqüentado foi a X.X.X sabe como é, nunca revele a fonte. Conseguiu com que eu lembrasse logo de cara de um clássico clip de mogwai, aquele do Stanley Kubrick, com a única mulher entre os três personagens e seu olhar profundamente compenetrado e apaixonante. Estremeço só de pensar.

Logo após minha rápida, porém válida e proveitosa conversa com X.X.X, voltei a perceber que o mundo ainda era mediocremente mal frequentado, que o Lula ainda estava no “poder” do Brasil, que ainda existe PT, que a ética não é suficiente, que o MST é um fato, e o pior de toda a putaria real. Dilma Roussef é candidata. Axé axé axé, joga no terreiro.

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Outubro 31, 2009 em 15:15

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Se reconheça no enrredo

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*Wemerson Santos

Encaro como um ato charmozinho algum leitor (a) de meu blog – encare como bem poucos –, contradizerem minhas propostas ideológicas acerca dos blá blá blás da política partidarista, filosofias, sociologias e afins. Nunca assumi-me completamente agindo de acordo com os manuais padronizados tupiniquins do politicamente correto, algo como Ayn Rand conservou: “Nunca se deve tentar a realidade falsa de qualquer maneira”. E não faria nada para contradizer uma frase de tamanha notoriedade intelectual. E isso vai desde, não conversar com o cara que varre alegremente a calçada sobre o resultado da partida de futebol, por que nada me interessa, em conversar com ele e tão pouco o placar de futebol, ou recusar-me a uns ‘dedinhos de prosa’, com a garota que dispõe de baixeza e de feiúra ambas caminhando de mãos dadas romanticamente lado a lado, choramingando por não conseguir um garotão que se arrisque a fazer sexo com ela.

Ao decorrer da semana que felizmente passou, fui apontado neste blog e em minhas rotinas diárias como o carinha subversivo, direitista e racista. Indaguei-me para não perder o hábito sobre as duas primeiras – já que em se tratando de Terra de Vera Cruz, pensar e agir fora da caixa é um acinte, e sobre tudo um ataque a “moral ilibada” de toda uma sociedade. Que moral? Essa deixa pra lá. Já ao ser racista, por suas infindáveis significações gramaticais e sociais, decididamente, não possuo essa característica, por mais que pense o racismo como uma coisa legalzinha para os seres sociais conservarem o valor de suas raízes étnicas – logo alguém aponta, e diz em um tom inquisitorial: “Racista”. Não, não o sou, neste exato momento olho com ar de desejo pela leitura, para um livro de Machado de Assis, mais precisamente Memorial de Aires, escrito por um negro com dotes e classe de ingleses, mas era negro. Muito raramente vocês leram nas linhas deste blog confissões de que gosto de breguice, que sou uma das “pessoas profundamente apaixonadas pela vida”, e que pretendo organizar uma ação de guerrilha para exigir paz, com faixas, balões e purpurinas. Piegas não?

Sempre preferi agir com a verdade, por mais que três ou mil pessoas sintam repulsa por minha cara branquela, isso é um fato, pouco conhecido dos abrasileirados, mas um fato. Os mais fanáticos chamam-me de direitista sempre que podem, desconsiderei tal palavra, quando a pronunciam surge instintivamente em minha cabeça as imagens de um filme noir. Protagonizada por um garotinho sorridente (por volta de doze ou treze anos de idade), a conversar com um gangster bigodudo trajando um peletó a rigor dos criminosos estadunidenses dos tempos da grande depressão econômica, vomitando suas verdades inquisidoras, e em sua mão tremula uma pistola prateada empunhada em direção ao rosto do garotinho que não perde jamais a dicção de sua oratória e a classe de seu sorriso. Não preciso terminar a cena para demonstrar quem é o tal direitista.

Analiso com cuidado qualquer forma de expressão de autenticidade, desde o fato de não suportar gente muito burra, que escuta gostosamente funk em cima da laje enquanto o churrasquinho queima e o placar do jogo de futebol não é tão atraente para os machões peludos sem camisa, com esbravejos estridentes e palavrões com os dizeres “caralho, “filho da puta”, traz logo a “porra” da cerveja Joana o sol ta “du caralho” – ou até quem sabe os pseudo-jornalistas-intelectuais, que esbanjam fineza na grafia demonstrando que esse tipo de comportamento, é nada mais, que preservação de uma cultura. Está certo então. Os funks cheios de ódio e menção aos armamentos pesados que o morro e seus traficantes possuam é mera demonstração cultural, como também o churrasco em família na laje, passando a cultura do palavrão e do futebol adiante. O resto? o resto  é bobagem da cabeça de direitistas.

***

Como puderam notar, não sou racista, nem direitista, muito menos subversivo. Trabalho com a verdade. E tento a cada dia realizar o que intelectuais da Terra de Vera Cruz não conseguiram, e que tanto sonharam: distinguir-se das massas.

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Outubro 31, 2009 em 12:03

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A deseducação triunfante

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*Wemerson Santos

Chutando um porco já morto, o MEC julgou como inconstitucional a prática do Homeschooling em território nacional. Hããm?! Comecei singularmente falando sobre o assunto na postagem. “A verdade é “deselegante amoral”, que segue logo abaixo.

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Muitas vezes me ajuda pensar os fatos com certa dose de crueza: posso até estar errado. Não como quem simplesmente considera a possibilidade de erros faraônicos resultantes de uma péssima combinação de fatores sociais mal engendrados – tal como julgarem inconstitucional a soltura de padrõezinhos sociais romantizados a uma condenação mascarada ao servilismo político, nisso disponho de completa racionalidade, os mais céticos me condenaram com um sorrisinho anasalado, fazer o que? – Alguém em sã consciência, por que já não a possuo me responda. A liberdade de escolha é algo inconstitucional? Quem sabe depois de lerem a entre aspas abaixo reforce suas respostas.

“A escola ainda é a vanguarda do ponto de vista do conhecimento necessário para a construção de um Estado republicano”, a frase é de Carlos Artexes Simões (MEC) e os arrepios escabrosos são meus, diante de uma frase que se auto reconhece a anos-luz do conhecimento do que é o ensino público no Brasil. Isso me fez pensar na autonomia da realidade, se é que existe. Aquela que destrói preconceitos e noções ideológicas, o que essa proibição da liberdade de educar seus filhos em casa longe dos olhos arregalados, dos interesses politiqueiros significa se não uma completa falta de autonomia da realidade ao mais grosso modo de seu significado. Dizê-lo não faz de mim um blogueiro impoluto. Faz de mim um reacionário subversivo direitista aos olhos da esquerda nacional.

Enquanto é absurdo contemplar minhas falácias, usem como exemplo a ciência, trazendo em seu bojo excelente fonte de respostas e oportunidades para o exercício de curvar-se dos objetos que estão lá fora, cuja existência não depende de vocês, antes que me entendam mal, use-a para decifrar a calhordice política que define quem você é e em casos mais graves, quem você será. O controle ideológico da educação começa por esse crivo e se bem me lembro, foi muito bem usado por ditadores como Stalin, Hitler e Fidel Castro.  Estamos numa ditadura educacional mascarada, é isso. Tudo que fuja dessa concepção é maligno, a providência não será encontrada nos bares, nem nos shoppings centers: o palco é montado para que sejamos outros, anônimos, vagamente preocupados com a realidade, beirando seu total desconhecimento. A providência está no boicote ao nacionalismo.

Às vezes chego a pensar e me preocupar sinceramente com o fato de que muita gente acredita, intrinsecamente, viver em um universo paralelo, mesmo que nunca tenham se indagado expressamente o que significa essa ‘bolha transcendental’ em que vivem. E enquanto valores arcaicos rechaçam a soltura dos grilhões sociais que representam um homeschooling, veremos aturdidos à sociedade se entregando a todos os tipos de comportamentos possíveis.

Os fatores sociais reais – dos olhos de lá, para cá–, entretanto, não admitem esse raciocínio. Na prática, só podem se preocupar com o resultado da partida de futebol, são felizes na condição em que estam, em meu caso a preocupação é com escolhas para a vida que se desenvolve urgentemente diante de meus olhos. No mais, uma garrafa de whisky e um punhado de ideias é perfeitamente aceitável.

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Outubro 25, 2009 em 18:40

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Razão e sensibilidade

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*Wemerson Santos

São fatos dignos de boas gargalhadas as novas situações nas quais um ser-humano normal se mete diariamente, semanalmente, mensalmente e por ai vai. Penso com muita concretude nos fatos, que o comportamento humano diante de novos fatores sociais deveriam ser tangidos por ideários dignos do jeitinho literário apaixonante de Jane Austen, algo como Razão e Sensibilidade andando de mãos dadas por uma compreensão como um todo das imposições diárias, tanto na esfera pessoal quanto na profissional. Logo alguém berra inquisitorialmente e diz: “A bolha social não permite brechas no comportamento, a política social é racional antes de qualquer prerrogativa abstrata”.  Para os mais loucamente entusiasmados com uma moral errônea do que moral alguma, isso é gostosamente aceitável. É sobre tudo a única moral a ser seguida.

Diante da exclamação acima, volto suas atenções para uma falácia, diga-se de passagem, bem batida em meus textos. O brasileiro, o ser humano ou o ser social leia-se como quiser não consegue observar-se na condição de um ser com ambas as prerrogativas, razão e sensibilidade. Os únicos bem aceitos ontem, hoje e quem sabe amanhã, são instinto e sobrevivência ladeados por uma intensa doze de presunção capitalista. Daí surge o auto desconhecimento, aplaudido incessantemente pelos interessados na dicotomia em longo prazo da ingenuidade social, quase beirando a burrice.

A frase socrática: “Sei que nada sei” surge justamente do desconhecimento em quanto ser para fomentar infindáveis indagações, sei que muitos vão dizer: “Pô o cara viajou”, mas afirmo que não, quem conhece a história do ateniense Sócrates, sabe de sua busca pela verdade através do oráculo, isso mesmo, o filme Matrix foi pensado em premissas filosóficas. Mas a matrix placentária em que vivem hoje não abre espaço para encontrarem a solução do que significa definidamente a supracitada frase socrática.

Enquanto todas as divagações possíveis acontecem em terrenas situações sociais mais adversas o possível. O novo padrão de comportamento humano, esse que ai está não seria aceito nos círculos éticos e morais de uma personagem de Jane Austen. Eu, como não tenho o tal  senso comum, encaro hoje a ética supervalorizada, penso que ela deveria andar sempre um passo atrás da educação, singela, romantizada, ‘bonitinha’ aos padrões dignos de apenas uma coadjuvante social. Enquanto tudo isso não acontece, podemos apenas admirar a capacidade apaixonante com que Austen compôs suas narrativas literárias. E pensar, fuudeoo! Como não escolhe pátria, e nem a classe literária da mesma, nunca seremos aceitos nos círculos padronizados de Elinor, Margaret ou Mariane Dashowood. E eu aqui sonhando com a Kate Winslet.

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Outubro 24, 2009 em 20:05

Boicote ao BRAZIL

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*Wemerson Santos

Volta e meia, afirmo para não perder meus costumes subversivos que a discussão mais séria sobre determinado fato, ainda mais se tratando de um tema prático, é o único modo de submeter aquilo em que acreditamos ao teste da solidez moral. Neste post não falarei puramente de política partidarista nem de Brasil, muito menos sobre Lula. No entanto, todos os fatos atuais de notória relevância social me levam a ressaltar e criticar ferozmente os últimos acontecimentos. Ora meus caros, “viver dói”, como afirmam alguns grafites expostos nos muros das cidades de São Paulo. Mas, viver na mundanidade da idiotice pagã perpassa qualquer dor causada pelo servilismo a causas alheias a sua intelecção.

Os (fatos) ocorridos na cidade carioca ao decorrer das últimas semanas podem ser uma forma com que a ‘direita malvada’ encontrou para melar a campanha lulista via mídia – eu novamente falando sobre o incitável –, mas o que não pode ser esquecido, é que o fato existe, e está fora do controle. Os corpos encontrados em carrinhos de compra não são meros personagens de uma narrativa intelectual tupiniquim. Eles existem, e assombram a imagem moreninha sensual que o presidente criou para os morros cariocas.

Reconhecer a perda do sentido e sobre tudo do controle, é começar a buscá-los. E para buscá-los é preciso andar – no caso do Brasil é preciso correr –, mesmo mancando, para quem sabe tentar reestruturar uma realidade adocicada aos padrões da preguicinha e da inatividade moral histriônicas dos brasileiros. Idiotas mascarados dentro de carrinhos de supermercados fazem protestos em busca de paz, transformando a palavra em algo piegas e imbecil. Todos os pensadores de diferentes linhas filosóficas, sociológicas e os que não têm a pecha cravada em sua moral da preguicinha  brasileira sabem. Trabalhar com abstrações no terreno da concretude é pueril.

Automaticamente ao falar em violência a palavra fanatismo completa o raciocínio da oração, bom, ao menos para este jovem escriba, que não foi afetado pelo mau moral da sociopatia socialista. Antes que me apedrejem e me achincalhem – explico –, o fanatismo não está moldando os comportamentos dos traficantes, é algo totalmente contrário a isso. O fanatismo está tracionando a imbecilidade das partes governamentais, como bem destaca o filosofo espanhol/estadunidense, George Santayana, o fanático é quem redobra os seus esforços mesmo tendo esquecido o seu objetivo primário.  É isso, mesmo que a palavra esforço seja algo, que como sabemos é para inglês ver. Não importa a definição que usem a considerem nesse viés.

Os pseudoesforços usados para trazerem uma paz Olimpica e uma copa do mundo de futebol charmosinha para um país que  exclama a retumbante pecha de ser o mais violento, pode ser uma péssima saída para problemas sociais tupiniquins. Para o inferno com essa moral decadente. Enquanto o chorão Lula lacrimeja suas conquistas esportivas ou uma vitoriazinha qualquer de seu time de futebol, as vítimas do esquecimento causal continuam sua labuta diária para serem vistos e sobre tudo observados como cidadãos. Não somente ante a lei, mas também ante a sociedade. Brasileiro é isso, preguiça de indagar-se, agir e defender-se? Infelizmente começo a crer que sim.

Escrito por wemersonsantos

Outubro 24, 2009 em 11:49

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A verdade é “deselegante e amoral”

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*Wemerson Santos

Há alguns meses atrás um amigo me perguntou por que tamanha repulsa contra o governo Lula, e os por quês de alguns outros comportamentos meus que ele não achava tão atrativo assim. A resposta foi simples e soou como uma balada tangida aos sons de mogwai, simples assim. Expliquei-lhe calmamente que não era o sol que girava em torno da terra, mas sim o contrario. Meus gostos e costumes não eram padronizados, leia-se estilizados, como os dos próceres cultivados pelo senso-comum. Ah, o senso comum, faz bem viver martelado por ele, não é mesmo? Já a repulsa por um governo condensado pelo marketing e pelo assistencialismo marreta. Recuso-me a citar. No entanto, ao comportamento humano afirmo:  é dirigido por um leque gigantesco de atenuantes, repito gigantesco! Logo alguém se levanta e diz,  “ah, então o comportamento humano é transitório!” Respondo: Não! A transitoriedade é um fato, isso é inegável. Mas não pode ser considerada como tal nas diferentes formas de comportamento; fatos que explicam a origem de certos costumes e ideais podem ser encontrados na origem e nos processos culturais, mas nunca definidos como algo transitório pura e simplesmente. Ah ta bom, esse tipo de pensamento é um mal clássico esquerdista que sociedade enfrenta, consideram reacionário e subversivo alguém que tem ideias próprias – algo como  afirmar que meu ideário de beleza feminina é de uma Daisy Lowe e não o de uma popozuda com nome de fruta, por mais excêntrico que isso possa soar.

Não concordar com posições políticas, sociais e econômicas é extremamente aceitável, mas condená-las, já invade o território do preconceito pagão. Quando essa condenação de ideais parte de quem deveria incitar questionamentos, é algo absurdo, quando esses alguns são fadados a professorar uma educação superior já se torna algo digno de sentença judicial. Poucos sabem, mas desde o ano de 2008, está em tramite na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei (PLs). PL 3.518/2008, de autoria dos Deputados Henrique Afonso (PT/AC) e Miguel Martini (PHS/MG) e o PL 4.122/2008, de autoria do Deputado Walter Brito Neto (PRB/PB). Ambos os Projetos que legalizam explicitamente o ensino domiciliar no Brasil o homeschooling estão sendo votados em apenso, isso quer dizer que estão sendo votados juntos.

Por que a citação da lei? Respondo: A educação no Brasil, salvaguardado a classe do escriba, está uma porra louca, volto ao Lulismo, que afirmou há tempos atrás e eu já citei em outros posts, que “desde Cabral, a educação foi programada pra não haver”,até ai nenhuma novidade. Também não seria novidade alguma, afirmar que palavrórios como esses se esvaem nos parlamentos e comícios, nada é feito para sanar o problema por completo. E na educação superior o quadro piora, ideais políticos e econômicos são vomitados de forma totalmente maniqueístas – uma via de mão única –, a ambivalência dos fatos não será nunca explicitada de forma coerente nas fábricas de vender diplomas universitários. O que os palavrórios têm haver com o primeiro parágrafo? Tudo. A diferenciação de umbigos começa na educação, a massificação causa e efeito encontra seu grito ensurdecedor nesse fato, a diferenciação entre letrados e iletrados, negros e brancos, pobres e ricos é ensaiada nessa estridente palavra, EDUCAÇÃO.  Esse é o tom que os nobres deputados estão defendendo, uma educação limpa sem interferência do estado. Algo, anti ao liberalismo na educação.

Sempre acreditei sem ter consciência, talvez, que o senso comum de certo modo faz bem para a vida social massificada coletiva, quase “apaixonante”, isso, algo como acreditar cegamente na trancendentalidade e nos dogmas das “instituições burguesas”, acreditarem que o país é superavitário e está bem por que o número de aparelhos celulares por habitante é de 99% para 100%, ou quem sabe, crer em falácias da imprensa “coerente e capaz”, ao afirmar que o fim do ódio racial e sexual é coisa para ser decidida por leis e punições judiciais. Isso ai, ditadura gramatical, viva ao avanço social. Avanço social como acreditar que o Brasil é um lugar ‘legalzinho’, por que não temos guerras teocráticas ou étnicas, ou não temos a preocupação de um míssil teleguiado ser lançado para o Brasil, de algum insatisfeito com as piadas lulistas, vivemos bem, sem guerras étnicas ou teocráticas – aqui tudo é samba –, quem discordar é reacionário ou um direitista recalcado!

Os conflitos nos morros cariocas são coisa de oposição direitista insatisfeita, isso nem de longe acontece – o helicóptero da polícia militar derrubado pelos traficantes em uma cena cinematográfica, em casos de colonialismo cinematográfico norte americano, foi um simples acidente –, nada abala a imagem brasileira para as Olimpíadas. Vivemos bem, e não digam nem afirmem nada contrário a isso!

Como bem citei lá no topo desta postagem, meu comportamento ante aos fatos sociais, econômicos e políticos, não dança conforme os hinos esquerdistas. Quem vive nesse mundo ideológico, ‘moreninho e sorridente’ está fadado ao fracasso. É simples, e sobre tudo inteligível. Esse é o grande mal social, o esquecimento causal da dualidade dos fatos que dizem respeito à vida social, enquanto esquecem-se deliciosamente a outra resposta a ser dita, os males sociais vão permanecer dentro de vários e vários parênteses, e a demonização das etnias, sotaques e preferências sexuais vão cada vez mais soarem agressivamente aos ouvidos de quem não sabe e não quer escutar, em casos mais graves, quem não sabe e não quer enxergar.

Escrito por wemersonsantos

Outubro 17, 2009 em 19:15

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