Confissões de final de ano
Bom, o final do ano se aproxima muito rapidamente e me lembro de alguns poucos motivos que me fazem comemorar o ano de 2009, dentre eles, não ter dedicado minha atenção se quer por um minuto a gente inglória, ou a pseudointelectuais de esquerda ou quem sabe ao babaca da publicidade que sofre de carência intelectual e sobre tudo – carência de atenção, como se batesse em panelas chamando atenção para sua existência inerte e grosseira. Ao desprezar esse tipo de gente, sentir-me infinitamente mais leve, com uma vaga, porem súbita e persistente vontade de cantar My Way de Frank Sinatra. Exercitem essa prática, e notarão que nada tornará um ambiente mais sofisticado do que a inércia de gente tão tipicamente odiosa.
Acima descrevo os critérios mais sinceros para a felicidade real, acreditem. Parto do pressuposto da dicotomia dos pontos essenciais da modernidade, que seria, ou é a fragmentação em quanto ser social. Algo como ter de aturar diariamente os mais diversos estilos de comportamentos (ipsis literis) e moldar-se psicologicamente com um sorriso meio de lado, mas, aprovativo para qualquer atitude bestial, mesmo que por dentro esteja socando e aplicando golpes de jiujitsu em tais bestalhões. Enquanto em uma atitude completamente inversa, correr para frente de seu computador, escrever as agruras diárias e limpar sua mente daquela imagem bizarra de velhos (etários) com a petulância jovial de um micro vestido ou em casos mais graves esses mesmo velhos (etários) usando gírias vulgares dignas de garotões estilo surf wear. Acontece comigo e com você, não se pode fugir disso. Trate como uma vocação, quase como um dom.
De fato, todos temos propensão a algo, eu, por exemplo, tenho uma certa propensão a subestimar a verdadeira força intrínseca que cada individuo possui – talvez por um ato involuntário de incentivo a descoberta de sua força e sabedoria interior –, quebrando elos de dependência com a trancendentalidade. Repito, talvez! Como talvez a esquerda tenha verdadeiramente considerado Paulo Francis um intelctual dos bons (O que me faz pensar, realmente acreditava-se nisso?!)
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O que está em jogo, é muito apenas do que simples lição de moral e ética cívica. Como tornei-me bom em lições textuais, lá vai mais uma, todos os palavrórios expressados quase de modo fanático no primeiro período desse texto, reflete pura e simplesmente, o que se estão discutindo no cenário político atual. A ditadura da opinião. Cabe nesse trecho um chavão (…) Sem ter a noção exata, os “novos meios de comunicação” discutem justamente essa ditadura involuntária, da validação como verdade única, de diversas opiniões e de diferentes partidos ideológicos.
É justamente dessa imensa variação de ideologias que devemos nos manter firmes, em uma posição ideológica rica, escutando pacientemente todas as opiniões, às vezes em silêncio e outras reagindo sem grande paixão ou fanatismo.
Afinal, a sua razão é ética ou anti ética? Verdade ou mentira? Falácias ou fatos? Em um critério de escolha, primeiro a resposta imediata. Em seguida avaliamos as opiniões contrárias e a favor, e consideramos as que forem essenciais.
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Talvez a utopia de uma sociedade perfeita em visão da que hoje ai está, seria algo – mesmo que infinitamente distante – com as descrições de Jane Austen e seus vários Sirs Walter Elliot divertindo-se enquanto leem deliciosamente um bom livro. Imaginem, por um minuto, os dias de partida de futebol sendo trocados por boas obras literárias, ou quem sabe os tradicionais bailes funk carioca substituídos pelo prazer de uma leitura Chestertoniana. É, eu sei, não passa de uma utopia fundamentalista. Mas é minha utopia, e de outras 50 pessoas que conheço e de outras 300 que visitam este blog.
Ao defender essa dicotomia considerada por muitos, esdrúxula, inevitavelmente invado a 180 Kms por hora o terreno da Eugenia … Logo algum bonachão contraporá afirmando que a eugenia não é praticada de maneira atroz como em tempos passados, concordo. Mas ninguém, conhecendo os certames da Eugenia desconsiderará que ela existe e é latente no mundo moderno.
O que citei conscientemente e de maneira didática lá no auto desse texto é Eugenia pura. Embora não de maneira aprofundada. Fica para a próxima.
Seu comportamento
Hoje, enfadonhamente escutei (quase que por obrigação) a seguinte frase, “ah, sai dessa de jornalismo meooo, vai viver sua vida”, lógico que seguido de … Aceita whisky?
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Bom, penso com meus botões enferrujados que a vida real é inevitável – não é preciso aconselhá-la aos outros, no entanto, quando escuto frases tão intimamente apropriadas da ignorância esquerdista não às deixo passarem despercebidas. É difícil enumerar as notas existenciais que definem o sujeito de Direita e Esquerda, mas vamos a algumas que aposto, sejam de conhecimento, de pelo menos alguns dos 240 sujeitos que por infortúnio acessam diariamente este blog, e pior, o leem até o final – vamos a elas.
É considerado esquerdista o que defende a ideologia do “aborto sim”, mas em um contraponto radical é contra a sentença de morte, enquanto o direitista defende o “aborto não”, por que a vida é sagrada – mas no mesmo raciocínio lógico ou dirão os mais irônicos, raciocínio ilógico – defendem o direito de o estado tirar a vida, embora não aceitem que este mesmo estado interfira em outros setores. Definitions crazy policies.
É algo estranho de compartilhar com você ai do outro lado que insiste em visitar meu blog, mesmo com a consciência de que sou “reacionário, direitista e preconceituoso”, mas ta vai lá; estranhamente continuo com aquela obstinação por escrever somente o que penso, não aquilo que você quer que eu pense. Isso faz de mim um direitão subversivo? Talvez.
Eureca! Descobri a diferença entre a Esquerda e a Direita, não em valores geográficos, mas ideológicos – inevitavelmente terei que citar a visita do impronunciável, Mahmoud Ahmadinejad, a terras tupiniquins, não na semântica do chavão jornalístico, somente para a definição da ideologia política, juro! Algum leitor mais vivaz, logo percebeu ao decorrer das últimas semanas que os ditos blogueiros esquerdistas estiveram apáticos diante da nada nada ilustre visita do governo iraniano ao rei do “esquerdismo” nacional. Está ai a abrupta diferença entre pensamentos políticos, enquanto por definição genética e cultural a Direita expõe suas descrenças ideológicas a cerca de algo, a Esquerda se acovarda atrás de sua empáfia dita social, simples assim. Logo algum saudosista carente citará Paulo Francis para limpar essa turva história de anti-intelectualismo esquerdista.
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Atos imorais são repugnatemente inaceitáveis quando realizados do lado de lá, não de cá, como estranhamente o mundo moderno suporta o mistério, mas de forma alguma suporta o segredo. São dicotomias claras e que expressam mais do que citação comportamental. Expressam semântica comportamental entre esquerda e direita, e não preciso grifar quais comportamentos são de esquerda, não é mesmo?!
Objeções
Em meio a minha boemia, tão viva quanto nunca antes esteve. Paro e observo o mundo e as pessoas a minha volta, sempre com aquela visão holística panorâmica do tipo, onde nada, nada é imperceptível e a repulsa por gente muito burra ainda salta-me aos olhos.
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Minhas principais objeções ao tipo de gente que não merece, nem o mais remoto desprezo de minha parte, é de certa forma causado por seus comportamentos acanalhados – gente digna de pena –, do tipo que você remete os pensamentos mais cabíveis a chacais. É de inteira inteligibilidade que você ai do outro lado escolhe para uns minutos de prosa ou quem sabe proferir um “Oi, Boa Tarde” pessoas que acreditam estar a sua altura. Qualquer coisa contrária a isso seria como decorar mal sua própria mente. Ao invés de quadros surreais de Vincent Van Gogh, fossem fotos jornalismo de mendigos deitados ao chão nas avenidas paulistas. Não sei você, mas esses sentimentos nauseantes acontecem sempre quando sou “obrigado a dar atenção à gente indigna”. Penso: Ah, todos devemos passar pela noite escura quase cegante, por um período árduo que seja, uma ou outra vez, por isso … Talk to that idiot.
Em um país onde consideram um negócio empreendedor (como tenho ódio dessa palavra) matar e traficar drogas, e em fazer filmes sobre assassinos e traficantes de drogas, e em ver filmes sobre assassinos e traficantes de drogas, nada é muito interessante. Ao menos para mim, que não considero atividades pobrinhas enraizadas como cultura brasileira, tais como: funk em cima da laje de preferência com todos a sua volta, suados e bêbados com bebida da pior qualidade (nojo); Ser patriota (urfhs); Partidas de futebol aos domingos na Tv (urfhs).
Pois bem, diante de tais objeções totalmente indignas de estarem escritas em meu blog – foi por uma causa justa –, ouço gente muito burra afirmando que, como não sou partidário de nenhuma atividade descrita acima. Não sou feliz. De certa forma, sempre achei que desprezo mais do que admiro, foi-me ensinado por meus pais desse modo e nada farei para mudar. Como brilhantemente afirmou Reinaldo Azevedo em seu blog – “Quando gosto digo sim, caso contrário digo não” –, será que essa gentinha que sou “obrigado” a conviver não consegue fazer uma distinção objetiva das diferenças natas em cada sujeito? … Unfortunately, I think not, I live in Brazil, land of samba and the laziness of thinking.
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O que virá em seguida, uma trupe de homossexuais praticantes da “liberdade de expressão” afirmando que Karl May não foi um pobretão dotado de incrível inteligência, no entanto admirado por Hitler?
Manipulação, por um gentleman
*Wemerson Santos
É impressionante o quão a dicotomia de crenças insiste em cavar uma auto resposta para explicar que ainda existem capachos leigos prontos para acreditar que boa parte das invencionices são “verdades fieis”. Não há dúvida que muitos religiosos se sentem aliviados por simplesmente serem religiosos – e que a religião para essa gente é uma causa de sossego. Procura-se a religião por necessidade psicológica, exatamente como alguns religiosos dizem que os ateus procuram o caminho do ateísmo por necessidade psicológica. Tudo é questão de organização ideológica, sempre foi, e é melhor acostumar-se a isso. Mesmo que seja um modo totalmente pueril de se pensar o mundo.
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Pensando de maneira solipsista e nada coletiva percebe-se que essa dicotomia ideológica não freia justamente em um ponto sadio de contraposições intelectuais – por exemplo: comportamentos suscetíveis a qualquer invencionice como o citado acima não se prende tão somente em aceitações transcendentais. Como o avaro em busca de seus dólares, com a falhinha intelectual de certas mulheres, como a sociopatia estridente da pós-modernidade.
Nesse ambiente social frívolo de opiniões inquisitoriais e manuais de instruções moldados sem nossa prévia consulta, pensei que não iria me surpreender mais com alguns comportamentos ditos anti éticos, mas não, ainda me assusto com gente muito burra, com as desventuras dos três poderes no Brasil, com a violência encontrando resposta em abstrações, e com mulheres abruptamente desprovidas de inteligência.
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Você dirá: – Ah lógico, você não procura conversar com mulheres com o padrão de inteligência de uma Hannah Arendts ou Jane Austen e Ayn Rand da vida. Dito isso e principalmente se partir de uma mulher eu não contra-argumentarei – só responderei com outra pergunta, quem são essas mulheres? – Isso sempre funciona seguido de um hã? Ou hein? Com um olhar perdidamente disperso e coma boca aberta você dirá – pode repetir novamente, só que dessa vez muito lentamente? Prontinho, perfeito a noite será ótima não a terminarei sozinho.
É, logo choverá comentários com os dizeres: Ateu, preconceituoso e machista. Tudo isso para confirmar minha máxima de que, realmente as invencionices sociais corromperam por dentro cada cérebro, transformando-os em algo semelhante a canções sertanejas e funks em cima da laje.
Baixeza real
*Wemerson Santos
Com uma certa frequência sinto-me enfadado por alguns comportamentos inaceitáveis de gente que dispõe de extrema baixeza moral e cultural, e o pior, essas pessoas estão soltas, não em jaulas no zoo para que um garoto pentelho possa atirar umas pedrinhas em suas cabeças e gritar, “olha mamãe um chimpanzé com complexo de superioridade!”.
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É com uma abrupta insatisfação que encontro – com certa frequência – pessoas com a vida interior e sobre tudo a exterior afundada num um universo paralelo um pouco desviante no que se refere aos usos e costumes populares, que a meu ver é totalmente anormal e incomum, não do ponto de vista cultural, mas sim do ponto de vista racional. Logo algum parvo imbecil levanta e diz: “Onde está seu patriotismo homem?”, meus leitores usuais com certeza saberão como meticulosa é uma resposta deste nível partindo desse escriba, e que meu patriotismo está em algo similarmente parecido com musicais It’s De-lovely.
Antes que retome meu estado de egotrip delirante respondo algumas indagações de pessoas que tem o infortúnio de acompanhar esse blog a cada postagem e a cada comentário. Algumas costumeiramente teem perguntado o porquê de certos temas em postagens de meu blog e por que tamanha incisão na crítica. Respondo: trato esse blog como um diário público; vontades súbitas de escrever sobre o que penso, como: a estranha visita de Ahmadinejad ao Brasil, o que penso sobre o esquerdismo na América Latina, quais minhas obras literárias favoritas, sobre a praga do brasileirismo exacerbado, meus anseios e esboços de desejos mais intrínsecos … Coisas do gênero.
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Agora voltando a meu estado de egotrip e observando os acontecimentos comportamentais edificantes desse povo que ai está, e que você ai do outro lado é posto a sobrevivência diariamente. Afirmo com uma dose de desconfiança, talvez, que esses indivíduos para terem um mínimo de inteligência teriam que aderir às coisas e à realidade. Opa, opa, opa. Então, logo isso seria a prova de que a sociedade está imersa a comportamentos atrozes, seria ou não a aderência quase que geral a um tipo de realidade controversa aos padrões supercool que pensadores draconianos estipularam como algo bonitinho. Então, seria válido afirmar que matar e roubar são uma atitude inteligente, por que foi uma forma de aderir às coisas e a realidade a sua volta.
Raciocínios despudorados como o exposto acima são levianamente lecionados em instituições de ensino público – como descobri? Em uma rápida conversa sobre docência com uma amiga que não via há certo tempo, e que pelo triste consentimento estatal é professora da rede de ensino básica, quem dera não a tivesse visto, quem sabe continuasse com minhas utopias de que o ensino público básico um dia, um dia, one Day man … Fosse enfim melhorar, com alunos lendo entusiasmados obras de Jane Austen, Arthur Rimbaud ou quem sabe G.K. Chesterton. Mas não, agora ficou evidente o quão extremamente racional tenho que pensar a sociedade atual, sem utopias e sem grande simpatia por gente que dispõe de baixeza.
Além das memórias
*Wemerson Santos
Tinha prometido para mim mesmo que não mais falaria em meu blog sobre as desventuras políticas tupiniquins – isso pouparia de irritar-me com as patuscadas de semi analfabetos (Lula) que quem dirá citou até mesmo Freud… Pausa para gargalhadas. Retomo! Mas depois dos acontecimentos destas últimas semanas, seria considerado um absurdo, quase uma apatia intelectual caso não demonstrasse minha insatisfação acerca do apagão moral e energético que rondou o país e que acabou por soltar os demônios de muita gente que já se punha em um pedestal alto, digno de nobres.
Não há figura mais triste – e que me preocupe mais – do que a de um falso erudito, quando representada na pele de Lula da Silva é um soco no estômago, chega a me causar vômitos de sangue seguidos, vamos aos fatos. Acredito que o mais importante porem arrefecido pela considerada grande mídia (clichês, clichês) me doeu escrever isso ai. Ah, ta retomo, a “grande mídia” conseguiu arrefecer com o apagão elétrico – vamos lá, a lista é grande, mas vou sintetizar para não deixar meu raro e estimado leitor com ânsia de vomito.
- Projeto de Lei (PL), que não permite candidato ficha suja se candidatar a cargos eletivos está encalhado no Congresso Nacional. Alguém se lembra disso? … Adiante.
- Hugo Chávez porra louca com ingresso carimbado e com o aval do Planalto para o MERCOSUL. O Foro de São Paulo comemora.
- Outra dele, Hugo Chávez, guerra contra Colômbia nação amiga dos “ianques de mierda”. Estopim para Huguito declarar guerra.
- CPI da Petrobrás, algum leitor usual de jornais impressos nacionais. Calma, calma! Sei que não perdem seus tempos direcionando atenção a tamanha excrescência, mas alguém se lembra da “grande mídia” mencionar este bendito caso?
- CPI que investiga atos criminosos dos criminosos do MST caminha a passos curtos e respiração apática no Senado.
Parei, começo a transpirar e recitar algumas palavras de baixo calão e tenho clara noção que a grande dádiva de uma natureza utópica seria uma humanidade onde o homem fosse comum, simples e civilizado, novamente afirmo UTÓPICA. Por isso deixo ai minhas ressalvas sobre os fatos enterrados da grande mídia.
O mais engraçado é que grande parte dos leitores que passam pelo meu blog, dão uma olhadela e se vão como a honra de ladrão – até rimou –, uns comentam agressivamente minhas opiniões, grande maioria petistas, e grande maioria não lê muito bem, mas o fato é que pessoalmente deixei de lado minhas tentativas de tentar entender essa gente de comportamento boçal. Não é novidade alguma que em um país onde seus habitantes se entregaram a todos os tipos de comportamentos possíveis, desde “estudantes universitários” achincalharem um par por usar roupas ousadas, ou quem sabe matar brutalmente por uma moeda de um real. Acontece e todos os idiotas que insistem em desacreditar sabem que existe. Isso se chama Brazil, não a seleção de futebol, sim o país. Nojo da pronúncia.
Felicidade vulgar
*Wemerson Santos
Estou ensaiando o entendimento do real significado da palavra felicidade há tempos, mas em meus esboços reacionários uma voz inquisitorialmente calma e sedutora, bem longe e ao mesmo tempo bem perto, questiona em um tom exclamativo de modo a inibir qualquer reação minha. – O mundo nos cobra, suas escolhas refletem ferozmente sobre seus critérios mais intrínsecos de moral – não adianta relutar contra seus critérios –, esse embate entre moral intrínseca e ser um cara bacaninha, trará somente sua infelicidade! Ante a essa voz tão filosoficamente eivada de significações que satisfazem qualquer questionamento meu. Não posso fazer grande coisa.
No mundo, existe hoje uma moral de felicidade obviamente vulgarizada e hipócrita, ambas caminhando lado a lado proseando sobre como os ditos “felizes” acreditam nas mais sórdidas maneiras de ser feliz, feliz, como as garotas dos comerciais de pasta de dente. – Acredite felicidade, existem pessoas que são inteligentes por serem infelizes; diz a hipocrisia com uma risadinha anasalada. Aé?! Pois acredite, hipocrisia, existem pessoas felizes por simplesmente seguirem dogmas transcendentais desconhecidos a elas, se explodindo em nome desses dogmas, diz a felicidade com cara de nojo pela hipocrisia como se soltasse fogos de artifícios por dentro. A conversa entre as duas é pedante, sempre falam das mesmas coisas, às vezes variam com uma ou outra objeção sobre a infelicidade e suas causas, mas só por dois segundos.
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Penso a felicidade como um mero fato que deve ser minimamente revistada antes de ser aceita, logo, num tom polianico algum leitor arqueia a sobrancelha direita aponta o dedo sujo de iogurte e diz: – se pensarmos na crítica da felicidade, nunca seremos felizes de fato. Bom, feliz de fato é um vocalista da bandinha de pagode da favela. Como me doeu escrever isso ai. A felicidade enquanto prazer foge da taxação de padrões para ser alcançada.
Por estalos de idéias, pensei habitar outro mundo: um mundo onde seria possível partir para ideais mais substanciais, onde o prazer seria a consequência, deliciosa, de uma atividade boa. Não mais do desconhecimento. Onde as pessoas fossem realmente interessantes, onde valorizassem também os detalhes. Algo com uma nova amiga afirmou, num tom apaixonante e sedutor: Ou acorda, a felicidade está em coisas simples, nas pequenas coisas, nada conta mais que as pequenas coisas – muitas vezes passa despercebida, como o cheiro do café recém feito, brisa gelada ou quem sabe ouvir piano de madrugada.
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Ridicularmente me apedrejariam diante de uma frase singular como: Ah, a guerra é até legalzinha! Completando … As histórias das guerras narrada na visão de um escritor romântico pode ser legalzinha. Tudo é questão de assimilação da narração. Como minha felicidade cretina desviada de todas as jogadas ditas “sociais” para aceitação superficial do outro em quanto ser, desconsiderando que todo ser é diferente por natureza. O outro ponto de vista é que não é preciso basear a felicidade sobre coisas obscuras e superficiais vomitadas pelo coletivismo trivial, é melhor ser feliz apaixonadamente sobre seus critérios de moral, tendo desprezo pelos seres bacaninhas.
Espetáculo pornô de patriotismo
*Wemerson Santos
Às vezes tenho a impressão que cidadania e amor a pátria são palavras inventadas pela canalhada da esquerda em junção com empresas de filmes pornô e empresas privadas, para obterem trabalho de baixo custo. Algo como: enquanto jovens dão depoimentos de brasileirismo inflamado pelo patriotismo tupiniquim, “I Love Brazil”, as empresas privadas lucram alto com a dispersão mental causada pelo amor histrônico à pátria, oferecendo trabalho com baixíssimas remunerações, com isso acreditem, incentivando que procriem e se multipliquem. Ponto para as empresas pornôs!
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Por favor, não pensem que tenho como objetivo ofender o “orgulho” de ser ou não patriota; procuro apenas minar, na medida do possível, uma ou outra dessas ébrias visões de mundo que circulam por aí – leiam-se, faculdades. É bem verdade que alguém dotado de um mínimo se quer de critério, olhará para fatos estampados em sua frente e pensará, “por quê?” Uma pergunta grosseiramente comum pela essência de se praticar o ser humanismo. Agora me perguntem: vão, vão – O brasileiro em si, é um ser humano ou algo inerte movido a samba, caipirinha, futebol e preguicinha de pensar, que em breve se tornarão o povo mais sapiente de cultura funkeira do mundo? … Ponto novamente para as empresas pornôs!
Se compararmos com a exclamação acima, definitivamente não. Ah, mas então são seres humanos graças à outra espécie de classificação, como ao sentimentalismo e o senso de humanidade, você dirá. Certo, então me convenceu classifique pelos seus genes alelos, recessivos, dominantes, RNAs, DNAs e por ai vai. Desculpem-me o chavão, mas, humanismo em terra de vera cruz, somente em abstrações intuitivas de político em época de eleição. Tal como: soquinho triunfante de felicidade no ar em campanhas publicitárias, ser patriota, escutar empulhações de esquerdistas nonsenses. Tudo faz parte de um trechinho romanticamente pensando, para conquistar a ti com as rosas do atraso e trufas do continuísmo ideológico.
Pensem em o porquê o hedonismo tomou um rumo tão puramente brasileiro e tão pornograficamente fora de seu eixo original. Posso até estar entrando em contradições sem fim – mas, observem que, a grosso modo o hedonismo pós socrático, sustenta a maximização do prazer e a minimização do sofrimento como parte da defesa moral e da existência humana, lógico que sem explicar como. Oh, my patience!
Logo toda a demonstração de brasileirismo pode ser sustentada nessa máxima, que a meu ver – não é grande coisa. Mas explica: que ser brasileiro é “cool”, e isso é válido mesmo que a busca pela maximização do prazer seja vil e anti a lei. Ah os gregos!
As I stated in a previous post to this, long live the British.
Contradições necessárias
*Wemerson Santos
Neste exato momento escuto minha empregada cantar em voz altíssima, acreditem (Raul Seixas) enquanto varre a casa, com seu velho lenço vermelho na cabeça e seu beiçinho levemente rosado – nenhuma semelhança com Romola Garai, uma pena. O que me causa uma pavorosa vontade de acertá-la com uma enorme pedra na cabeça, a pancada lhe tiraria dois pontos de seu QI – ah, mas lhes sobrariam três. Acredito que ela não saiba que para a boa leitura de Chesterton, necessita-se de um pouco de silêncio, a não ser que soubesse cantarolar Bach ou Mogwai, qualquer coisa que fuja disso é maligna e não merece ser cantado nem sussurrado enquanto se varre.
Ao escutá-la surgiu um pensamento indigno, mas vale a pena compartilhá-lo com você ai do outro lado. Penso que nenhuma coisa certa que fiz na vida, como: não arremessar uma pedra na cabeça de minha empregada neste momento, veio acompanhado da sensação de triunfo – de tambores tocando ao fundo, aplausos estridentes, esse tipo de coisa. Muito pelo contrário a isso tudo, surge um silêncio insuportável acompanhado de questionamentos. Fiz certinho? Mas, na verdade, o que é o certo? Sei muito bem que isso foi respondido por alguns gregos há muito tempo atrás. Juro, comecei a lê-los, mas, dormi antes do final, o que não foi grande coisa mesmo, iria desconfiar de qualquer forma do que eles afirmariam, então acho melhor tentar descobrir sozinho. Isso, boa idéia, qualquer questionamento de moral e ética que venha a ter sobre minhas conquistas e méritos as tratarei sozinho.
A minha explanação acima foi mais uma daquelas lições de moral enfadonhas. Sei que são muito pedantes, mas repare: ocorre que não sabemos de boa parte com o que lhe damos, e que agimos no campo da moral e da ética como alguém que não soubesse teoria dos catetos adjacentes, mas que de qualquer forma tentasse responder e acertar na base do chute, essa canhestra pessoa poderia até mesmo abrir um livro de matemática e aprender, mas esbarrará em sua prepotência pseudointelectual; eu até poderia abrir um livro desses falantes intelectuais e ler seus pensamentos sobre a moral e a ética, mas sei que não iria confiar de alguma forma em suas respostas. Prefiro minha resposta baseada na postura esnobe dos ingleses, eles teem mais classe do que gregos.
O que tudo tem haver com minha empregada roqueirona. Tudo. Perguntei a ela, por que não canta alguma coisa com mais classe, como um obra de Bach ou quem sabe canta ai alguma coisa de mogwai ou por mais remota que seja a possibilidade, arrisque trance, acreditem ela desenvolveu alguns grunhidos bizarros simulando uma obra de Bach. Dá próxima vez perguntarei se ela consegue simular a aparência da Romola Garai, contarei aqui o resultado.